BIOGRAFIA – WILL EISNER

By Rod Reis, February 22, 2009 5:37 am

Por Priscila Perez

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Will Eisner foi um dos principais criadores de quadrinhos já conhecidos e o grande exemplo disso é seu personagem The Spirit.

Filho de judeus, Will Eisner nasceu em New York e durante sua juventude estudou no Instituto Dewitt Clinton no Bronx, onde colaborava com o amigo Bob Kane para a revista da escola. Na década de 30, já na revista WOW That a Magazine! Criou séries de aventuras como Captain Scott Dalton e The Flame – uma história de piratas, esta com o pseudônimo de “Erwin” e Harry Karry, sobre espionagem, onde assinava como Bill Rensie. Com o final da revista, Eisner fundou com Samuel Iger o Eisner-Iger Studio, onde participavam também Bob Kane e Jack Kirby.

Em 1940 separaram-se e Eisner sentindo necessidade de criar algo diferente foi para a Quality Comics Group, onde publicavam nos jornais de domingo histórias encartadas com 16 páginas sendo elas, Lady Luck, Mr. Mystic e The Spirit.

The Spirit chamou a atenção pelo seu conceito de arte e produção totalmente inovadores para a época. Nesta série Eisner utilizava efeitos de luz e sombra, enquadramentos até então somente utilizados no cinema e ousados roteiros e técnicas narrativas, elevando assim o nível e revolucionando a narrativa de arte sequencial das histórias em quadrinhos. Na fictícia Central City é contada a história de um herói sem super poderes, um detetive mascarado protegendo os habitantes, cercado de belas mulheres, dramas e comédias em um cenário onde é valorizado o aspecto humano e algumas vezes frágil dos personagens. Curioso também eram os logotipos que a cada episódio da série ele apresentava de formas diferentes e faziam parte do cenário da história.

De 1941 até 1942, The Spirit começou a ser publicado diariamente nos jornais, quando devido à Segunda Guerra Mundial, Eisner convocado para o exército, passou a produzir ilustrações e histórias reflexivas como No Coração da Tempestade e anos depois O Último Dia no Vietnã. Em 1945 ele retoma a série The Spirit, agora como tira dominical e se mantém até 1952, quando foi cancelada, sendo reconhecida até hoje como uma das mais importantes HQs.

Desde então até 1970 manteve-se envolvido em vinhetas humorísticas e ilustrações em sua empresa American Visual Corporation, ficando distante da criação de histórias até que Olaf Stoop, um editor holandês, reeditou The Spirit. Próximo novamente da criação Eisner em 1978 criou a graphic novel “Um Contrato com Deus”, quatro histórias em quadrinhos sobre a vida nos cortiços do Bronx durante o período da Grande Depressão.

Desta época até 2005 continuou criando graphic novels regularmente, abordando temas fundamentais para demonstrar que histórias em quadrinhos podem ir além do público infantil. Algumas destas obras são: Um Sinal do Espaço, O Sonhador, O Edifício, Pessoas Invisíveis e A Conspiração.

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Em 1988 foi criado o prêmio Will Eisner Awards, um dos principais prêmios das HQs americanas em homenagem a este genial artista.

Eisner lecionou na School of Visual Arts, de NY e também escreveu títulos teóricos para a criação de HQs: Os Quadrinhos e a Arte Sequencial e a Narrativa Gráfica.

Em algumas ocasiões esteve no Brasil, em 1991 e 1994 no Rio de Janeiro e São Paulo respectivamente e em 2001 em Pernambuco, desta vez como convidado do Festival de Humor e Quadrinhos de Pernambuco. Em 1999 a Scriptorium e a TV Senac produziram o documentário Will Eisner: Profissão Cartunista.

Além dos quadrinhos Eisner produziu em 2001 o livro Shop Talk, que é uma coletânea de 250 páginas sobre entrevistas que ele realizou com diversos e renomados criadores, entre eles Gil Kane, Harvey Kurtzman, Joe Kubert, Jack Davis, Neal Adam, Jack Kirby, e outros. Essas entrevistas eram publicadas no final da década de 70 e início da década de 80 dentro da revista The Spirit.

Ele também adaptou clássicos da literatura para os quadrinhos, produzindo Moby Dick, Don Quixote, A Princesa e o Sapo, e em 2002 produziu Sundiata, o Leão de Mali, baseado em uma lenda popular africana. Sua última obra em quadrinhos, inacabada em função de seu falecimento foi o Protocolo dos Sábios de Sião, esta sobre judeus acusados de um plano secreto para dominar o mundo.

Em 2005, com 87 anos, Will Eisner faleceu na Flórida (USA) em decorrência de complicações de uma cirurgia no coração a que havia se submetido em dezembro de 2004.

 

RELAÇÕES

By Rod Reis, February 16, 2009 11:16 pm

RELAÇÕES #2

 

 

Por Sam Hart

 

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Mais uma com música: música e HQ são ambas artes narrativas, seqüenciais. Dependem de estabelecer um ritmo, uma expectativa no leitor/ouvinte, pra depois subverter e alterar, surpreender, essa expectativa. Ambas usam e dependem do vazio: é o espaço entre os quadros que permite a construção do movimento, é o espaço entre as notas que permite a evolução da harmonia. E ambas são colaborativas: dependem, em sua maior parte, do entrosamento entre texto e desenho, instrumentos e voz, composição e execução.

 

PAPO DE ARTISTA #1 – QUADRINHOS INDEPENDENTES

By Rod Reis, February 13, 2009 8:34 pm

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FINALMENTE SAIU!

Atrasou um pouco mas o episódio#1 está no ar!

Nesse episódio, Rod Reis, Sam Hart e Cadu Simões, o Homem-Grilo batem um papo sobre quadrinhos independentes: O que são? Qual a diferença entre quadrinhos independente e alternativos? O que é o Quarto Mundo? Como entrar no mercado publicando como independente?

Espero que todas essas perguntas sejam respondidas nesse eletrizante episódio do Papo de Artista.

Não deixem de postar seus comentários ou se preferir mandar um email para papodeartista@gmail.com

Convidado do episódio:

Cadu Simões

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Cadu Simões é Historiador, estudante de Grego Antigo, mora numa cidade chamada Osasco localizada no “farwest” de São Paulo, e por um puro sarcasmo do destino, também é quadrinista.

 

Ele foi o verdadeiro criador do Homem-Aranha, mas um tal de Stan Lee roubou a sua idéia e levou toda a fama. Não conformado, resolveu criar um super- herói melhor ainda, o Homem-Grilo, que já é sucesso em diversos países do mundo, como Albânia, Bangladesh, Camboja, Gâmbia, Liechtenstein e Ilhas Tokelau.

 

Editou junto com o coletivo Sócios Ltda a revista em quadrinhos Garagem Hermética, é membro-fundador do Quarto Mundo, o coletivo de quadrinistas independentes, e atualmente está escrevendo a HQ Nova Hélade, desenhada por Ângelo Ron.

 

Cadu foi eleito como Roteirista Revelação no 20º Troféu HQMix. Dizem que todos que ganham esse prêmio a partir de então passam a ter muita fama, fortuna e mulheres. Mas até agora ele não conseguiu nada disso. Principalmente as mulheres.

Links mencionados no episódio:

Monacast

Papo de Gordo

Homem Grilo

Quarto Mundo

Nova Hélade

ENJOY!

 

BLOOD AND MUD – A BATMAN TALE

By Rod Reis, February 12, 2009 2:54 am

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Thiago Micalopulos, Vaner Micalopulos, Tiaraju Aronovich e Carolina Romano são os responsáveis por uma das coisas mais legais que eu vi ultimamente em animação. Eles são donos da produtora Reticom Films, que produz animações para video clipes, e tiveram a iniciativa de produzir uma animação em CGI de 20mins baseada em uma das cenas mais legais do “Cavaleiro da Trevas” de Frank Miller.

O curta começa com o velho Bruce Wayne sendo atormentado por lembranças em sua Mansão e termina com a cena do Batman lutando com o chefe dos Mutantes no fosso de lama. Eles foram muito felizes na execução do projeto e levando em conta que não se trata de um grande estúdio, a qualidade impressiona.

Quem quiser ver outras animações do Reticom Films, o site oficial é http://www.reticomfilms.com/# e eles também tem um canal no Youtube http://www.youtube.com/user/reticomfilms .

Vale a pena ficar de olho nesse pessoal que promete estourar na área de animação e CGI.

A FESTA DO MONSTRO MALUCO

By Rod Reis, February 2, 2009 4:03 am
Por Rod Reis

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A Festa do Monstro Maluco é um divertido, inventivo e único filme que pode ser completamente apreciado por toda a família. Produzido pela Rankin-Bass Produções, a mesma empresa responsável pelo clássico das manhãs de Natal no SBT “A Rena do Nariz Vermelho” o diretor Jules Bass teve grande influência das animações em stop-motion criadas nos anos 50 pelos mestres George Pal e Ray Harryhausens. É também o filme precursor das técnicas de animação utilizadas em “O Estranho Mundo de Jack”, “James e o Pêssego Gigante” e “A Noiva Cadáver”.

A idéia era criar um filme família que fosse algo como Abbott e Costello encontra Frankenstein. Vários dos dubladores que trabalharam para Bass em “A Rena do Nariz Vermelho” trabalharam nesse filme, mas o destaque fica para Boris Karloff e Phyllis Diller que deram um show a parte.

O cientista maluco Barão Von Frankenstein (Boris Karloff) havia decidido que iria se aposentar como chefe da Organização Mundial de Monstros e teria que nomear um sucessor. Sua belíssima assistente Francesca (Gale Garnet) envia convites para Drácula, Lobisomem, o Monstro e sua noiva (Phyllis Diller), Dr. Jekyll, a Múmia, o Homem Invisível, o Corcunda de Notre Dame e a Criatura. Um convite também foi enviado para o sobrinho do Barão, Felix Flankin, um desajeitado farmacêutico.

Todos os convidados são levados à uma ilha onde haverá uma grande festa onde será decidido quem será o sucessor do Barão, mas não sem rolar algum romance entre as personagens, alianças, caos e diversão.A melhor parte é a que caveiras usando perucas tocam um rock a lá Beattles, totalmente hilário!

Eu comprei a minha cópia dessa pérola em uma banca de jornal, o DVD vinha como brinde dessas revistas sobre DVD.

Altamente recomendável para fãs de animação, vejam o trailer e verão do que eu estou falando

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