Quem ouviu o Papo de Artista#5 – Processo Criativo, deve se lembrar que o Eduardo Schaal falou de um trabalho que estava fazendo para um comercial russo de cerveja. Bem, o comercial ficou pronto e vocês podem conferir aqui.
Vejam algumas das artes de Eduardo Schaal para o comercial.
Para conhecer mais desse talentoso ilustrador brasileiro visitem o site oficial dele clicando aqui
SAUL BASS (1920-1996) não foi apenas um dos grandes designers gráficos do século 20, mas o mestre das aberturas de filmes, aproveitando todo o potencial criativo que elas permitiam.
Com um estilo minimalista e um altíssimo senso estético, mudou a maneira de se fazer aberturas e criou o “Saul Bass Style”, que inspira cineastas e estudantes até hoje.
Veja uma abertura dele e compare com as que vieram depois, totalmente inspiradas em seu estilo.
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AS ABERTURAS DE SAUL BASS:
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AS ABERTURAS INSPIRADAS NO TRABALHO DE SAUL BASS:OOOO
Para quem acha que o mago dos efeitos especiais em stop motion Ray Harryhausen só é famoso por seus monstros em filmes como A Fúria de Titãs, Jasão e os Argonautas e muitos outros, vai se impressionar ao ver o curta “The Story of King Midas”, de 1953.
Esse curta foi produzido por Harryhausen e foi feito inteiramente com animação de massinha. É preciso olhar esse vídeo levando em consideração a época em que foi feito, porque, apesar de algumas coisas estranhas como expressões faciais e algumas transições, a genialidade de Ray Harryhausen se faz presente.
Para aqueles que não se lembram, “A História do Rei Midas” conta à história de um ganancioso Rei que ganha o dom de transformar tudo que toca em ouro, mas descobre que isso pode não ser tão bom assim.
Esse é o último filme de uma série baseada em contos infantis e rimas, produzido por Harryhausen. Depois desse, ele percebeu que demorava muito tempo para fazer esses curtas e decidiu retornar a indústria de efeitos especiais.
Dá pra fazer incríveis obras de arte usando areia, um vidro e uma fonte de luz colocada embaixo desse vidro, mas a peça principal é o artista e como ele usa essas ferramentas.
Ilana Yahav é a artista que usando os dedos, vai criando formas, personagens, lugares.
Quando você acha que está pronto, ela o transforma em outra coisa com outro movimento, fluído, e assim toda a performance é gravada e uma trilha sonora é acrescentada, transformando tudo em uma espécie de animação.
Clique aqui para ir ao site oficial de Ilana Yahav.
Agência: Scholz&Friends, Berlin, Germany (www.s-f.com)
Diretor Criativo: Oliver Handlos
Diretor de Arte: James Cruickshank, Michael Hess
Copywriter: Felix Fenz, Sebastian Plum, Bastian Engbert
Nos idos de 1966 Stan Lee, criador da Marvel, motivado provavelmente pelo sucesso do seriado live-action do Batman, decidiu se aliar aos produtores Steve Krantz e BobLawrence do estúdio Grantay-Lawrence para levar seus maiores heróis para as telinhas. O resultado é o que chamamos hoje de “desenhos desanimados da Marvel”
Basicamente os desenhos eram extraídos diretamente das revistas e pouca coisa era animada depois disso. Mas de qualquer forma era legal ver os desenhos de Jack Kirby ganharem vida, assim como os desenhos de Gene Colan no Namor e de Don Heck no Homem de Ferro.
Capitão América, o Poderoso Thor, o Incrível Hulk, Homem de Ferro e Namor foram os heróis escolhidos para estrelar o programa Marvel Super-Heroes. A série tinha treze episódios para cada herói e foi produzida em menos de um ano! O que justifica a estética pobre e o resultado tosco, OU NÃO, porquê no Japão, nessa mesma época, já eram produzidas animações de qualidade superior e com pouco dinheiro.
Vejam aqui como eram as aberturas desses desenhos no original, por que em português a qualidade de imagem é horrível!
Deu pra colocar a abertura do Thor só pra ver qual era o grau de breguice que reinava nas músicas!
Sinto-me meio envergonhado de admitir que só há muito pouco tempo atrás fui assistir Vincent,graças à indicação de um amigo e leitor do site, valeu Sr. Seu Panda!
Eu já sabia que Vincent foi a primeira empreitada de Tim Burton no mundo da animação Stop Motion e que conta a história de um menino de 7 anos, Vincent Malloy que é fã de Edgar Allan Poe sonha ser como Vincent Price, o grande astro de filmes de terror.
Mas depois que assisti, fiquei encantado em saber que o curta se baseia em um poema de Tim Burton, narrado pelo próprio Vincent Price. Fica claro que Vincent é baseado em Tim Burton que é grande fã de Vincent Price, cuja filmografia influenciaria a carreira do diretor.
Tim Burton domina essa estética de fantasia, meio terror, meio gótica como se ele mesmo pertencesse a esse mundo e acho que ninguém melhor que ele sabe criar em cima desse universo e se expressar de forma tão romântica, genuína e lúdica através desses distorcidos mundos preto e branco com personagens por vezes depressivos, por vezes mau entendidos, mas sempre com boas intenções.
Fiquem agora com o vídeo dessa obra, com legendas em português:
por Rod Reisoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
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No final dos anos 50 o cinema sofreu uma grande revolução no que se trata de design nas aberturas, encabeçada principalmente pelo cineasta e designer Saul Bass, que trabalhou com uns dos maiores cineastas de Hollywood, entre eles Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, John Frankenheimer e Martin Scorsese.
ANATOMIA DE UM CRIME (1959)
Essa revolução causou um impacto enorme na era de ouro da televisão nos anos 60, que abraçou formas mais modernas nas aberturas de suas séries. Crescia cada vez mais o número de séries que tinham animações na abertura.
MEUS TRÊS FILHOS (1960)
THE LUCY SHOW (1962)
A FEITICEIRA (1964)
JEANNIE É UM GÊNIO (1965)
JAMES WEST (1965)
Em 1966 o círculo se fecha com a série televisiva do Batman que tem uma animação toda em cima da noção da Pop Art de Roy Lichtenstein, que começou a criar pinturas que foram baseados em painéis de HQs valorizando seus clichês como forma de arte.
Essa série é uma das últimas onde a abertura é inteiramente feita em animação, coisa que vai acabando nos anos 70.
BATMAN (1966)
ROY LICHTENSTEIN
clique na imagem para ampliá-la
THE CAROL BURNETT SHOW (1967)
Em 1969, Terry Gilliamcriou as animações mais surrealistas e malucas para a abertura do Monty Python’s Flying Circus
MONTY PYTHON´S FLYING CIRCUS ( 1969)
Infelizmente o realismo voltou à televisão com os anos 70 e em todo os gêneros, a abertura em animação deixou de ser usada, dando lugar àquelas horríveis e nada imaginativas aberturas com atores, mesmo quando eram programas infantis.
As últimas séries que usaram animações em suas aberturas já colocavam elementos mais realistas mesclando animação e pessoas de carne e osso.
Thiago Micalopulos, Vaner Micalopulos, Tiaraju Aronovich e Carolina Romano são os responsáveis por uma das coisas mais legais que eu vi ultimamente em animação. Eles são donos da produtora Reticom Films, que produz animações para video clipes, e tiveram a iniciativa de produzir uma animação em CGI de 20mins baseada em uma das cenas mais legais do “Cavaleiro da Trevas” de Frank Miller.
O curta começa com o velho Bruce Wayne sendo atormentado por lembranças em sua Mansão e termina com a cena do Batman lutando com o chefe dos Mutantes no fosso de lama. Eles foram muito felizes na execução do projeto e levando em conta que não se trata de um grande estúdio, a qualidade impressiona.