Category: BIOGRAFIA

PAPO DE ARTISTA 17 – Biografia: Leonardo Da Vinci

By Rod Reis, February 11, 2010 4:28 am

ESTAMOS DE VOLTA!

LEONARDO DA VINCI[bb]

Para esse episódio trouxemos Ana Cristina Rodrigues (escritora e historiadora), Pablo de Assis (psicólogo e podcaster do Metacast e Nerdexpress) e Neto Zeppelin (Jerimum Beta) para falar um pouco sobre  o cenário cultural da Idade Média, as obras, os fatos e a importancia de Leonardo Da Vinci nos dias de hoje.

A locução dos fatos históricos ficou por conta de Priscila Perez.

Aproveitem o episódio!

LINKS RELACIONADOS AO EPISÓDIO:

Semanas Temáticas:Nos Bastidores dos Quadrinhos

Galeria com as obras de Leonardo da Vinci

Morte de Leonardo da Vinci

Morte de Leonardo da Vinci por Ingres

Jan Svankmajer

By Rod Reis, June 19, 2009 4:24 pm

20061104_Jan_Svankmajer_BrooklynAcademyOfMusicDentre muitos gêneros e formas de se criar a 7ª arte como o conhecemos, existe um cineasta que passa inspiração e conceitos do mundo do cinema animado para a arte em todas as suas instâncias. Jan Svankmajer é considerado o rei em Stop-Motion. E esse título não é exagero.

Desde jovem, o tcheco Svankmajer se mostrou habilidoso no manuseio e aptidão com fantoches. Estudou na Escola de Artes Aplicadas de Praga conseguindo seu primeiro trabalho com o cineasta Emil Radok com o filme Doutor Fausto. Sua experiência com o cinema em Stop-Motion decorreu por várias conveniências: através de sua mulher, Eva Švankmajerová, uma artista famosa por pinturas surrealistas e por sua entrada no Grupo de Surrealismo Tcheco.

Sua filmografia é composta por mais de 20 curta-metragens e 6 longa-metragens e todos eles lhe renderam um lugar de destaque entre os criadores e disseminadores da arte surrealista.

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BEN TEMPLESMITH

By Rod Reis, May 19, 2009 11:10 pm
por Rod Reis
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Nascido em 7 de Março de 1978 em Perth, Austrália, Ben Templesmith é dono de um estilo impressionante que remete sobretudo à temas ligados ao terror e ficção científica.

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Cursou a Curtin University of Technology e é formado em Design, mas seu trabalho ganhou visibilidade na área de quadrinhos, com 30 Dias de Noite e Singularidade 7,aliás, a primeira coisa que ele escreveu e ilustrou. Ele também trabalhou em Star Wars, Army of Darkness, Silent Hill, Criminal Macabre, Buffy: The Vampire Slayer e Doctor Who. Ele também trabalhou com ilustrações para bandas de música e concept art para filmes.

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Atualmente, Templesmith está trabalhando junto com o bem conhecido escritor britânico de quadrinhos Warren Ellis em Fell na Image Comics, como uma experiência de um formato novo de histórias em quadrinhos que será lançada nos mercados estadunidenses. Ele também está escrevendo e desenhando a sua própria série chamada de Wormwood: Gentleman Corpse na IDW Publishing e está há muito tempo associado a outros diversos projetos na editora.

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E segundo o blog oficial do FIQ, Ben Templesmith está confirmado para vir aqui ao Brasil esse ano para o sexto FIQ!

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Conheçam um pouco do trabalho em seu site oficial.

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BIOGRAFIA – GUSTAV KLIMT

By Rod Reis, March 16, 2009 7:38 pm

Por Priscila Perez

Gustav Klimt foi um artista de quadros exuberantes que admirava as mulheres e acreditava no domínio feminino explorando suas figuras com sensualidade extrema chegando ao sexual. Evidenciou o feminino em grande parte de sua obra, sendo criticado por conservadores, incompreendido pelo erotismo que retratava e várias vezes sendo rotulado de pornográfico. Contudo foi o artista vienense mais querido e admirado do seu tempo.


Um artista de extrema importância que simboliza o estilo art nouveau da virada do século 19 para o século 20, assim como também simboliza os questionamentos e transformações humanas comportamentais na fase de transição dos séculos. Acreditava na libertação pela arte e era influenciado por Nietsche, Wagner e Schopenhauer. Nasceu em 1862 no subúrbio de Viena, Áustria, e foi o segundo de sete irmãos de uma família humilde.

Após concluir os estudos primários então com 14 anos foi admitido na Escola das Artes Decorativas, ligada ao Museu Austríaco Imperial e Real de Arte e Indústria de Viena, tendo sido seu trabalho de admissão um desenho de uma cabeça feminina, feito a partir de um molde de gesso.

Nesta escola, junto com seus irmãos Ernest e Georg, Klimt estudou desenho ornamental, teoria de projeções, perspectiva e teoria do estilo entre outros temas que acompanhavam em aulas práticas e foi o único aluno desta escola a ter uma grande carreira artística. Com seu irmão Ernest e seu amigo Frans Matsh, Klimt trabalhou nos vitrais da Igreja Votiva.

Por volta de 1880 Klimt, Ernest e Matsh fundaram a Companhia dos Artistas e através da empresa Fellner und Hellmer, especializada em construção de teatros, conseguiam trabalhos realizando painéis decorativos, entre eles a escadaria do Museu de Arte de Viena.  Nesta época entrava em cena na Europa a arte floral e seu estilo pessoal começava a surgir, quando em 1891 foi contratado para pintar um painel  no Teatro Imperial de Viena. Klimt neste painel retratou um imenso quadro da elite vienense desertando olhares e admiração. A partir desta pintura a ingressou no mundo cultural da burguesia e foi premiado ao final do trabalho com a Cruz de Mérito de Ouro (1888).

Com a morte de seu irmão no ano seguinte, Klimt fechou  a Companhia dos Artistas e passou a decorar casas particulares e fazer retratos ao mesmo tempo em que ingressava na Sociedade dos Artistas Vienenses, porém esta sociedade era composta por conservadores e ele não ficou por muito tempo.

Permaneceu assim até 1894, quando foi convidado pelo Ministro da Cultura, Von Hartel a pintar o Salão Nobre do Anfiteatro da Universidade de Viena. O tema a ele sugerido para os quadros era A Vitória da Luz sobre a Escuridão, para representar a Filosofia, a Medicina e a Jurisprudência. Klimt rejeitou o tema e abandonou seu estilo adotado até então, adotando o estilo art nouveau, provocando espanto entre os tradicionalistas.

Com estes painéis causou choque e os diretores e professores acharam uma provocação.

Klimt recebeu duras e impiedosas críticas por ter realizado uma obra “pessimista e com grande simbolismo erótico”. Criou polêmica ao pintar corpos femininos nus em poses consideradas obscenas para a época, com rostos e expressões com ar de lascívia e mórbida sensualidade, olhos semifechados e bocas entreabertas.

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BIOGRAFIA – WILL EISNER

By Rod Reis, February 22, 2009 5:37 am

Por Priscila Perez

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Will Eisner foi um dos principais criadores de quadrinhos já conhecidos e o grande exemplo disso é seu personagem The Spirit.

Filho de judeus, Will Eisner nasceu em New York e durante sua juventude estudou no Instituto Dewitt Clinton no Bronx, onde colaborava com o amigo Bob Kane para a revista da escola. Na década de 30, já na revista WOW That a Magazine! Criou séries de aventuras como Captain Scott Dalton e The Flame – uma história de piratas, esta com o pseudônimo de “Erwin” e Harry Karry, sobre espionagem, onde assinava como Bill Rensie. Com o final da revista, Eisner fundou com Samuel Iger o Eisner-Iger Studio, onde participavam também Bob Kane e Jack Kirby.

Em 1940 separaram-se e Eisner sentindo necessidade de criar algo diferente foi para a Quality Comics Group, onde publicavam nos jornais de domingo histórias encartadas com 16 páginas sendo elas, Lady Luck, Mr. Mystic e The Spirit.

The Spirit chamou a atenção pelo seu conceito de arte e produção totalmente inovadores para a época. Nesta série Eisner utilizava efeitos de luz e sombra, enquadramentos até então somente utilizados no cinema e ousados roteiros e técnicas narrativas, elevando assim o nível e revolucionando a narrativa de arte sequencial das histórias em quadrinhos. Na fictícia Central City é contada a história de um herói sem super poderes, um detetive mascarado protegendo os habitantes, cercado de belas mulheres, dramas e comédias em um cenário onde é valorizado o aspecto humano e algumas vezes frágil dos personagens. Curioso também eram os logotipos que a cada episódio da série ele apresentava de formas diferentes e faziam parte do cenário da história.

De 1941 até 1942, The Spirit começou a ser publicado diariamente nos jornais, quando devido à Segunda Guerra Mundial, Eisner convocado para o exército, passou a produzir ilustrações e histórias reflexivas como No Coração da Tempestade e anos depois O Último Dia no Vietnã. Em 1945 ele retoma a série The Spirit, agora como tira dominical e se mantém até 1952, quando foi cancelada, sendo reconhecida até hoje como uma das mais importantes HQs.

Desde então até 1970 manteve-se envolvido em vinhetas humorísticas e ilustrações em sua empresa American Visual Corporation, ficando distante da criação de histórias até que Olaf Stoop, um editor holandês, reeditou The Spirit. Próximo novamente da criação Eisner em 1978 criou a graphic novel “Um Contrato com Deus”, quatro histórias em quadrinhos sobre a vida nos cortiços do Bronx durante o período da Grande Depressão.

Desta época até 2005 continuou criando graphic novels regularmente, abordando temas fundamentais para demonstrar que histórias em quadrinhos podem ir além do público infantil. Algumas destas obras são: Um Sinal do Espaço, O Sonhador, O Edifício, Pessoas Invisíveis e A Conspiração.

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Em 1988 foi criado o prêmio Will Eisner Awards, um dos principais prêmios das HQs americanas em homenagem a este genial artista.

Eisner lecionou na School of Visual Arts, de NY e também escreveu títulos teóricos para a criação de HQs: Os Quadrinhos e a Arte Sequencial e a Narrativa Gráfica.

Em algumas ocasiões esteve no Brasil, em 1991 e 1994 no Rio de Janeiro e São Paulo respectivamente e em 2001 em Pernambuco, desta vez como convidado do Festival de Humor e Quadrinhos de Pernambuco. Em 1999 a Scriptorium e a TV Senac produziram o documentário Will Eisner: Profissão Cartunista.

Além dos quadrinhos Eisner produziu em 2001 o livro Shop Talk, que é uma coletânea de 250 páginas sobre entrevistas que ele realizou com diversos e renomados criadores, entre eles Gil Kane, Harvey Kurtzman, Joe Kubert, Jack Davis, Neal Adam, Jack Kirby, e outros. Essas entrevistas eram publicadas no final da década de 70 e início da década de 80 dentro da revista The Spirit.

Ele também adaptou clássicos da literatura para os quadrinhos, produzindo Moby Dick, Don Quixote, A Princesa e o Sapo, e em 2002 produziu Sundiata, o Leão de Mali, baseado em uma lenda popular africana. Sua última obra em quadrinhos, inacabada em função de seu falecimento foi o Protocolo dos Sábios de Sião, esta sobre judeus acusados de um plano secreto para dominar o mundo.

Em 2005, com 87 anos, Will Eisner faleceu na Flórida (USA) em decorrência de complicações de uma cirurgia no coração a que havia se submetido em dezembro de 2004.

 

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