PINACOTECA DO ESTADO E MATISSE
por Priscila Perez
Algumas vezes eu e o Rod Reis gostamos de comentar aqui alguma viagem ou lugar onde estivemos, postar fotos e dividir com vocês esses momentos que foram legais para nós.
Agora o lugar escolhido foi a Pinacoteca do Estado, onde fomos para ver a exposição Matisse hoje. Esse é um dos meus lugares preferidos de São Paulo não só pelo museu, seu acervo (incluindo algumas esculturas de Rodin e a sala do modernismo) e exposições que eles apresentam, mas também pela arquitetura daquele prédio, a distribuição das salas, pelo espaço ao ar livre do café, subjetividade, romantismo e pelo jeito que a luz natural entra ali. Todas as vezes que visito a Pinacoteca me dá uma vontade muito grande de estudar fotografia.
O prédio da Pinacoteca foi construído para ser uma galeria de pinturas vinculada ao Liceu de Artes e Ofícios, fundado em 1905 e teve em sua inauguração pinturas transferidas do então Museu do Estado (atual Museu Paulista) de artistas ligados à Escola Nacional de Belas Artes.
O projeto do edifício é de Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi, concebido em 1896 e concluído parcialmente em 1900, passando por reformas para a adequação e instalação da Pinacoteca.
Até 1921 a direção foi a mesma do Liceu e Ramos de Azevedo participava de muitas ações no museu. Durante a década de 1920 são adquiridas obras de Victor Brecheret, Anita Malfatti, Lasar Segall e Tarsila do Amaral, já nos anos 30 foi acrescentada ao acervo uma obra de Portinari, começando assim a entrada de obras dos artistas modernistas em um acervo até então bem acadêmico.
Ainda na década de 1930, o museu passa por período de dificuldades e mudanças, tendo algumas de suas salas
utilizadas para outras finalidades, inclusive tendo um incêndio acontecido no prédio e sendo requisitado para uso militar durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Todos esses fatores fizeram com que a guarda, conservação e responsabilidade das obras da Pinacoteca passassem para a Escola de Belas Artes de São Paulo, somente retornando ao prédio no Parque da Luz em 1947.
Nas décadas seguintes continuaram as mudanças e complementações do acervo durantes as sucessivas gestões, sendo o edifício compartilhado com a Escola de Belas Artes até 1987, quando efetivou-se a transferência da Escola.
Todas as modificações estruturais e físicas hoje resultam em um museu consolidado, que é referência internacional, com mostras frequentes de destacados nomes do mundo das artes. O processo de modernização incluiu desde 2003 a criação do Espaço Octógono de Arte Contemporânea, que tem em média cinco projetos realizados por ano, consistindo em apresentar exposições ou instalações e promovendo debates sobre a criação de idéias que constituem as artes visuais contemporâneas, recebendo artistas nacionais e internacionais.
Atualmente a Pinacoteca elabora e realiza ações educativas promovendo palestras, encontros, conferências e publicações paralelas às exposições.
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por Rod Reis
O motivo especial de termos ido à Pinacoteca foi visitar MATISSE HOJE, a primeira exposição individual de Henri Matisse no Brasil. Ela apresenta 80 obras entre pinturas, esculturas, desenhos, fotos, documentos e livros ilustrados do pintor francês.
O que eu achei mais bacana é a forma que são apresentadas as obras dissecando seu processo criativo e abordando temas como a cor, a linha, o arabesco e o espaço.
A forma em que ele utiliza a cor é impressionante e foi o que mais me fascinou, o que não é novidade já que sou colorista e isso sempre me chama muito a atenção. Isso fica muito claro quando vemos expostas, obras de outros artistas que dialogam com a arte de Matisse. Tem alguns estudos e harmonizações feitas com a paleta de Matisse que são bem legais.
Eu gostei muito dessa exposição e recomendo todos à irem vê-la.





































