MINHAS IMPRESSÕES DO FIQ2009
por Rod Reis
Esse foi o primeiro ano que eu não peguei o FIQ desde o começo e por falta de tempo, fui na sexta e voltei no domingo à tarde, e foi o suficiente para mim, e digo, o suficiente para dizer que foi o melhor FIQ para mim.
Dois dias antes já fiquei sabendo do estrago que a chuva, uma das maiores que BH já teve, causou na quarta –feira e confesso que eu fiquei preocupado, isso poderia estragar todo o festival, mas não foi isso que aconteceu, e ainda deu pra pegar algum sol lá. Muito material caro, álbuns importados e revistas molharam e foram vendidos a 50% de desconto ou jogados fora. Mas mais uma vez foi provado que a força do festival está nos convidados e expositores.
O que mais me impressionou foi a força do pessoal que estava lá, principalmente dos independentes. Pra mim foi o FIQ mais intenso, no sentido de que poderia se sentir à vontade das pessoas participarem e a vontade de divulgar seu trabalho.
Parabéns aos coletivos Quarto Mundo, Quadrinhos Dependentes, Café Nanquim e Casa dos Quadrinhos, entre outros que foram a base sólida desse Festival, base essa que desde o início vem se solidificando e nesse ano mostrou-se coesa.
Eu percebi que um dos motivos para isso ter acontecido foi que (felizmente ou infelizmente) as grandes Editoras e grandes Lojas de Quadrinhos ignoraram o evento. Isso deu a chance de que esses “pequenos” núcleos de artistas crescessem e dominassem o espaço, mas claro que isso não teria acontecido se eles não tivessem muito material de qualidade sendo produzido.
Dentro desse cenário existe uma segunda camada que são os artistas nacionais e estrangeiros que foram convidados, ponto para Ivan da Costa que vem batalhando pra trazer gente muito boa e que traz uma boa divulgação mundial. Todas as edições temos artistas muito bons participando da feira. Por exemplo, gente desconhecida do grande público como os alemães Reinhard Kleist e Jens Harder e os hilários franceses Cizo e Felder e gente bem conhecida como Ben Templesmith (30 dias de Noite), o roteirista Ivan Brandon, os gêmeos Bá e Moon, o desenhista Ed Barrows e Maurício de Souza. Agora, os grandes astros da feira foram sem dúvida Renato Canini, o homenageado e Craig Thompson (Retalhos) que teve a maior fila de autógrafos.
Conversando com Sidney Gusman (UniversoHq) me perguntei sobre qual caminho os produtores do evento deveriam tomar para crescer mais e mais. A base está aí, pronta!
Sim! Existe mercado nacional de quadrinhos! E eles foram a base do evento.
Os artistas estrangeiros e nacionais vão participar, porque eles acreditam no evento.
E a organização está com a faca e o queijo nas mãos, só falta ela dar o passo que vai solidificar o FIQ como um dos melhores festivais de quadrinhos do mundo, pau a pau com os europeus.
Mas houve alguns problemas na minha humilde opinião. Eu tenho que me juntar ao coro que não gostou muito da estrutura física do festival. As tendas não resistiram à chuva e fazia muito, mas muito calor lá dentro. Além disso, o espaço me pareceu bem reduzido em comparação aos anos anteriores o que á primeira vista me causou uma certa estranheza. Outra coisa que não gostei foi que algumas exposições estavam espalhadas pela cidade, por exemplo, a de Bira Dantas (sempre tocando sua gaita). Eu queria muito ter visto, mas infelizmente por falta de tempo e de praticidade, não pude.
Para finalizar quero agradecer à todos amigos que eu encontrei lá e aos novos que fiz. Quando disse que esse foi o melhor FIQ pra mim, me referia também ao network. Isso foi fantástico! Muitos me reconheceram do Papo de Artista, do podcast e dos quadrinhos (graças à camiseta do site que eu fiz). A todos que encontrei lá, meu muito obrigado pelas horas de gravação pro Papo de Artista, às horas de bebedeira e de risadas.
Até o próximo FIQ!
- Gabriel Bá e Fábio Moon
- Jedis e Darth Vader
- Mondo Urbano
- Casa dos Quadrinhos
- Becky Cloonan, Gabriel Bá, Vasilis Lolos e Fábio Moon
- Bate- Papo sobre Blackest Night
- Bate- Papo sobre Blackest Night
- Bate-Papo sobre colorização
- Bate-Papo sobre colorização
- Rodney Buchemi
- Klebs Júnior e Debora Carita
- Pessoal do Papo na Estante podcast e o Garfield…
ps. Aguardem mais informações sobre o FIQ no próximo episódio do podcast Papo de Artista!!!






















































Deve ter sido ótimo! Pena que não deu pra ir… quem sabe ano que vem!
Que inveja branca! Me programarei pra ir ano que vem tb!
huhahauahauahuahahuahauhauaha! Foi muito divertido!!!! Estou ouvindo o PodCast! Muito bom! hauahuahuaa
Ano que vem nada, galera, o FIQ é bienal. Agora só em 2011.
Foi um prazer te conhecer no FIQ. Pena que tenha sido um encontro rápido! Quando ler o Ato 5, me dê uma alô!
Abração
Rod, que honra ser citado no seu artigo.
Mesmo com os problemas todos, achei este FIQ muito mais legal que o anterior!
Realmente minha expo tava longe pacas, mas vc pode ver todas as fotos no meu blog.
http://caricasdobira.blogspot.com
Dá um bico lá!