Posts tagged: BIOGRAFIA

Jan Svankmajer

By Rod Reis, June 19, 2009 4:24 pm

20061104_Jan_Svankmajer_BrooklynAcademyOfMusicDentre muitos gêneros e formas de se criar a 7ª arte como o conhecemos, existe um cineasta que passa inspiração e conceitos do mundo do cinema animado para a arte em todas as suas instâncias. Jan Svankmajer é considerado o rei em Stop-Motion. E esse título não é exagero.

Desde jovem, o tcheco Svankmajer se mostrou habilidoso no manuseio e aptidão com fantoches. Estudou na Escola de Artes Aplicadas de Praga conseguindo seu primeiro trabalho com o cineasta Emil Radok com o filme Doutor Fausto. Sua experiência com o cinema em Stop-Motion decorreu por várias conveniências: através de sua mulher, Eva Švankmajerová, uma artista famosa por pinturas surrealistas e por sua entrada no Grupo de Surrealismo Tcheco.

Sua filmografia é composta por mais de 20 curta-metragens e 6 longa-metragens e todos eles lhe renderam um lugar de destaque entre os criadores e disseminadores da arte surrealista.

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BIOGRAFIA – GUSTAV KLIMT

By Rod Reis, March 16, 2009 7:38 pm

Por Priscila Perez

Gustav Klimt foi um artista de quadros exuberantes que admirava as mulheres e acreditava no domínio feminino explorando suas figuras com sensualidade extrema chegando ao sexual. Evidenciou o feminino em grande parte de sua obra, sendo criticado por conservadores, incompreendido pelo erotismo que retratava e várias vezes sendo rotulado de pornográfico. Contudo foi o artista vienense mais querido e admirado do seu tempo.


Um artista de extrema importância que simboliza o estilo art nouveau da virada do século 19 para o século 20, assim como também simboliza os questionamentos e transformações humanas comportamentais na fase de transição dos séculos. Acreditava na libertação pela arte e era influenciado por Nietsche, Wagner e Schopenhauer. Nasceu em 1862 no subúrbio de Viena, Áustria, e foi o segundo de sete irmãos de uma família humilde.

Após concluir os estudos primários então com 14 anos foi admitido na Escola das Artes Decorativas, ligada ao Museu Austríaco Imperial e Real de Arte e Indústria de Viena, tendo sido seu trabalho de admissão um desenho de uma cabeça feminina, feito a partir de um molde de gesso.

Nesta escola, junto com seus irmãos Ernest e Georg, Klimt estudou desenho ornamental, teoria de projeções, perspectiva e teoria do estilo entre outros temas que acompanhavam em aulas práticas e foi o único aluno desta escola a ter uma grande carreira artística. Com seu irmão Ernest e seu amigo Frans Matsh, Klimt trabalhou nos vitrais da Igreja Votiva.

Por volta de 1880 Klimt, Ernest e Matsh fundaram a Companhia dos Artistas e através da empresa Fellner und Hellmer, especializada em construção de teatros, conseguiam trabalhos realizando painéis decorativos, entre eles a escadaria do Museu de Arte de Viena.  Nesta época entrava em cena na Europa a arte floral e seu estilo pessoal começava a surgir, quando em 1891 foi contratado para pintar um painel  no Teatro Imperial de Viena. Klimt neste painel retratou um imenso quadro da elite vienense desertando olhares e admiração. A partir desta pintura a ingressou no mundo cultural da burguesia e foi premiado ao final do trabalho com a Cruz de Mérito de Ouro (1888).

Com a morte de seu irmão no ano seguinte, Klimt fechou  a Companhia dos Artistas e passou a decorar casas particulares e fazer retratos ao mesmo tempo em que ingressava na Sociedade dos Artistas Vienenses, porém esta sociedade era composta por conservadores e ele não ficou por muito tempo.

Permaneceu assim até 1894, quando foi convidado pelo Ministro da Cultura, Von Hartel a pintar o Salão Nobre do Anfiteatro da Universidade de Viena. O tema a ele sugerido para os quadros era A Vitória da Luz sobre a Escuridão, para representar a Filosofia, a Medicina e a Jurisprudência. Klimt rejeitou o tema e abandonou seu estilo adotado até então, adotando o estilo art nouveau, provocando espanto entre os tradicionalistas.

Com estes painéis causou choque e os diretores e professores acharam uma provocação.

Klimt recebeu duras e impiedosas críticas por ter realizado uma obra “pessimista e com grande simbolismo erótico”. Criou polêmica ao pintar corpos femininos nus em poses consideradas obscenas para a época, com rostos e expressões com ar de lascívia e mórbida sensualidade, olhos semifechados e bocas entreabertas.

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