Dentre muitos gêneros e formas de se criar a 7ª arte como o conhecemos, existe um cineasta que passa inspiração e conceitos do mundo do cinema animado para a arte em todas as suas instâncias. Jan Svankmajer é considerado o rei em Stop-Motion. E esse título não é exagero.
Desde jovem, o tcheco Svankmajer se mostrou habilidoso no manuseio e aptidão com fantoches. Estudou na Escola de Artes Aplicadas de Praga conseguindo seu primeiro trabalho com o cineasta Emil Radok com o filme Doutor Fausto. Sua experiência com o cinema em Stop-Motion decorreu por várias conveniências: através de sua mulher, Eva Švankmajerová, uma artista famosa por pinturas surrealistas e por sua entrada no Grupo de Surrealismo Tcheco.
Sua filmografia é composta por mais de 20 curta-metragens e 6 longa-metragens e todos eles lhe renderam um lugar de destaque entre os criadores e disseminadores da arte surrealista.
Para quem acha que o mago dos efeitos especiais em stop motion Ray Harryhausen só é famoso por seus monstros em filmes como A Fúria de Titãs, Jasão e os Argonautas e muitos outros, vai se impressionar ao ver o curta “The Story of King Midas”, de 1953.
Esse curta foi produzido por Harryhausen e foi feito inteiramente com animação de massinha. É preciso olhar esse vídeo levando em consideração a época em que foi feito, porque, apesar de algumas coisas estranhas como expressões faciais e algumas transições, a genialidade de Ray Harryhausen se faz presente.
Para aqueles que não se lembram, “A História do Rei Midas” conta à história de um ganancioso Rei que ganha o dom de transformar tudo que toca em ouro, mas descobre que isso pode não ser tão bom assim.
Esse é o último filme de uma série baseada em contos infantis e rimas, produzido por Harryhausen. Depois desse, ele percebeu que demorava muito tempo para fazer esses curtas e decidiu retornar a indústria de efeitos especiais.
Sinto-me meio envergonhado de admitir que só há muito pouco tempo atrás fui assistir Vincent,graças à indicação de um amigo e leitor do site, valeu Sr. Seu Panda!
Eu já sabia que Vincent foi a primeira empreitada de Tim Burton no mundo da animação Stop Motion e que conta a história de um menino de 7 anos, Vincent Malloy que é fã de Edgar Allan Poe sonha ser como Vincent Price, o grande astro de filmes de terror.
Mas depois que assisti, fiquei encantado em saber que o curta se baseia em um poema de Tim Burton, narrado pelo próprio Vincent Price. Fica claro que Vincent é baseado em Tim Burton que é grande fã de Vincent Price, cuja filmografia influenciaria a carreira do diretor.
Tim Burton domina essa estética de fantasia, meio terror, meio gótica como se ele mesmo pertencesse a esse mundo e acho que ninguém melhor que ele sabe criar em cima desse universo e se expressar de forma tão romântica, genuína e lúdica através desses distorcidos mundos preto e branco com personagens por vezes depressivos, por vezes mau entendidos, mas sempre com boas intenções.
Fiquem agora com o vídeo dessa obra, com legendas em português:
Bem vindos ao Papo de Artista #4 e dessa vez, com convidados muito especiais. Estão nesse episódio as celebridades da podosfera brasileira: Raquel Gompy, a Mafalda do Monacast; Dudu Sales, do Papo de Gordo e Neto Zeppelin, do Geek Geek Hurrah! para bater um papo animado sobre animação Stop Motion.
Vamos passar um pouco pela história dessa técnica de animação, citar os grandes nomes e relembrar as animações que fizeram parte das nossas vidas.
A Festa do Monstro Maluco é um divertido, inventivo e único filme que pode ser completamente apreciado por toda a família. Produzido pela Rankin-Bass Produções, a mesma empresa responsável pelo clássico das manhãs de Natal no SBT “A Rena do Nariz Vermelho” o diretor Jules Bass teve grande influência das animações em stop-motion criadas nos anos 50 pelos mestres George Pal e Ray Harryhausens. É também o filme precursor das técnicas de animação utilizadas em “O Estranho Mundo de Jack”, “James e o Pêssego Gigante” e “A Noiva Cadáver”.
A idéia era criar um filme família que fosse algo como Abbott e Costello encontra Frankenstein. Vários dos dubladores que trabalharam para Bass em “A Rena do Nariz Vermelho” trabalharam nesse filme, mas o destaque fica para Boris Karloff e Phyllis Diller que deram um show a parte.
O cientista maluco Barão Von Frankenstein (Boris Karloff) havia decidido que iria se aposentar como chefe da Organização Mundial de Monstros e teria que nomear um sucessor. Sua belíssima assistente Francesca (Gale Garnet) envia convites para Drácula, Lobisomem, o Monstro e sua noiva (Phyllis Diller), Dr. Jekyll, a Múmia, o Homem Invisível, o Corcunda de Notre Dame e a Criatura. Um convite também foi enviado para o sobrinho do Barão, Felix Flankin, um desajeitado farmacêutico.
Todos os convidados são levados à uma ilha onde haverá uma grande festa onde será decidido quem será o sucessor do Barão, mas não sem rolar algum romance entre as personagens, alianças, caos e diversão.A melhor parte é a que caveiras usando perucas tocam um rock a lá Beattles, totalmente hilário!
Eu comprei a minha cópia dessa pérola em uma banca de jornal, o DVD vinha como brinde dessas revistas sobre DVD.
Altamente recomendável para fãs de animação, vejam o trailer e verão do que eu estou falando